Elaborado con IA a partir del resumen de los autores
Tesis cualitativa que mediante estudio de caso investigó la efectividad de la inclusión de estudiantes sordos en la educación fundamental en el municipio de Governador Mangabeira, Bahía. Recopiló información mediante entrevista semiestructurada con la madre de un adolescente sordo de 15 años y cuestionarios a una coordinadora municipal y la docente del estudiante. El análisis de los datos reveló grandes desafíos para la implementación de la educación inclusiva en el municipio, pese a avances legislativos como la Ley de Libras (Lengua Brasileña de Signos) y las normas sobre educación bilingüe de sordos. El estudio evidencia la necesidad de mejoras en las prácticas educativas y políticas específicas que aborden la complejidad de la educación bilingüe (Libras y portugués) para estudiantes sordos en el sistema regular.
Puntos clave
La educación brasileña cuenta con instrumentos legales como la Ley de Libras (2002) y la Ley sobre educación bilingüe de sordos (2021), pero su implementación efectiva aún enfrenta barreras históricas.
Los estudiantes sordos en Governador Mangabeira experimentan desafíos significativos en su inclusión en la educación fundamental a pesar de estar matriculados en la red municipal.
La perspectiva de la familia y los profesionales educativos revela inconsistencias entre la teoría de la inclusión y su ejecución práctica en el contexto local.
La educación inclusiva para sordos requiere políticas específicas, recursos suficientes y prácticas transformadas para garantizar la universalización del acceso educativo sin discriminación.
Para quién: Educadores, administradores de políticas educativas y estudiosos de educación inclusiva interesados en comprender los desafíos reales de la inclusión de estudiantes sordos en Brasil y en contextos latinoamericanos similares.
Resumen de los autores
A educação brasileira, incontestavelmente, registra avanços no atendimento às demandas das pessoas com deficiência, se forem considerados os instrumentos legais que a regem. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9394/1996), a Lei nº 10.436/2002 que oficializou a Libras como a língua oficial da comunidade surda, o Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei nº 13.146/2015 e a mais recente Lei nº 14.190/2021 que altera a LDB/ 1996, dispondo sobre a inclusão da modalidade da educação bilíngue de surdos, trouxeram norteamentos teóricos para o aprimoramento de políticas públicas voltadas para a educação inclusiva, que, historicamente, sempre encontrou barreiras para ser executada de maneira efetiva. Por se voltar para uma parcela menor da sociedade, muitas vezes não é dada a real importância para que essa educação se concretize e beneficie o público que dele necessita, em grande parte com recursos insuficientes, necessitado de que o Estado garanta esse direito. Nos dias atuais, ainda não se atingiu o princípio constitucional básico que é a universalização da educação. Nesse contexto, e em busca da garantia de direitos e da efetivação de políticas públicas que promovam a cidadania plena, isenta de preconceitos e discriminações, reivindica-se que o cidadão surdo seja efetivamente inserido na escola. As comunidades surdas vêm lutando para que o Estado garanta a educação bilíngue (Libras e Português) no ensino regular, sendo a primeira língua para surdos –a Libras – e a segunda o Português. O estudo realizado teve como objetivo investigar se a inclusão de estudantes surdos no ensino fundamental, na rede municipal de ensino de Governador Mangabeira/BA tem sido efetiva. Caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso e a coleta de dados se deu através de entrevista semi-estruturada, realizada com a mãe de um adolescente surdo de 15 anos, matriculado na rede municipal, e da aplicação de questionários a uma coordenadora municipal e à professora deste estudante. A análise dos dados se deu a partir da categorização de informações obtidas com a aplicação dos instrumentos de coleta de dados e da busca de referenciais nos estudos e leituras já realizados. Conhecer as vivências deste estudante surdo, a partir da perspectiva da pessoa que lhe é mais próxima, que é a sua mãe e também a visão de duas profissionais da educação, que, teoricamente, estão diretamente vinculadas ao seu processo formal de educação, possibilitou compreender como ainda são grandes os desafios para o desenvolvimento da educação inclusiva neste município. Sabe-se que a sociedade é dinâmica e as políticas educacionais devem acompanhar o seu processo de desenvolvimento. Discutir educação inclusiva para surdos e os desafios na sua execução no município pesquisado corroborou para sinalizar as necessidades de melhorias na prática e de políticas específicas para dar conta da complexidade da situação.
Silva Santos Sá, L. D. (2021).O NÃO LUGAR DOS ESTUDANTES SURDOS DO MUNICÍPIO DE GOVERNADOR MANGABEIRA/BA: Um estudo de caso. São Paulo, Brasil: FLACSO Sede Brasil. http://hdl.handle.net/10469/17793