Elaborado con IA a partir del resumen de los autores
Editorial sobre aprendizaje activo publicado en 2014, que analiza cómo internet y las nuevas tecnologías han transformado la educación desafiando el rol tradicional del docente como transmisor de conocimiento. Los autores presentan los desarrollos en ciencias cognitivas, neurociencias y psicología que fundamentan científicamente la necesidad de cambiar la enseñanza expositiva hacia metodologías activas. El texto examina hallazgos desde los años 80 en física que demuestran las deficiencias del "enseñanza tradicional": estudiantes con buen desempeño en problemas de libro de texto exhiben deficiencias conceptuales, y las aulas expositivas tienen baja eficacia independientemente del talento docente. Describen iniciativas como "instrucción por pares" de Mazur, SCALE-UP de Beicher (adoptada en 200+ instituciones) y TEAL del MIT, que desplazan el profesor hacia una función socrática, priorizando el engajamiento estudiantil mediante actividades que promuevan observación de fenómenos, reflexión crítica, discusión colaborativa y construcción activa del conocimiento.
Puntos clave
Las ciencias cognitivas y neurociencias proporcionan evidencia científica de que las aulas expositivas tradicionales tienen baja eficacia en la enseñanza de conceptos, independientemente de las habilidades docentes.
Metodologías como SCALE-UP y TEAL transforman el rol del profesor desde transmisor de información hacia facilitador socrático que guía a los estudiantes a construir conocimiento mediante actividades prácticas.
El aprendizaje activo desplaza el foco hacia el engajamiento estudiantil mediante observación de fenómenos, reflexión conceptual, discusión colaborativa y resolución de problemas auténticos en lugar de imitar técnicas.
Para quién: Docentes, diseñadores curriculares y especialistas en educación superior que buscan implementar metodologías de aprendizaje activo respaldadas por investigación en psicología y neurociencias para mejorar la comprensión conceptual estudiantil.
Resumen de los autores
A popularização da Internet e das novas tecnologias de comunicação tem causado impactos profundos sobre diferentes aspectos da nossa vida diária.Seus impactos sobre o ensino, porém, são especialmente relevantes, já que, em um mundo no qual as informações estão na palma da mão de qualquer estudante, os professores se veem desafiados na sua função de detentores do conhecimento.Por outro lado, o desenvolvimento acelerado das ciências cognitivas, do estudo da mente e do cérebro, e dos processos envolvidos no pensamento e na aprendizagem ganhou impulso revolucionário com as novas tecnologias de imagem e de processamento de dados.O avanço da teoria cognitiva levou, nos últimos anos, à proposta de aplicar esse conhecimento à educação, tanto no desenho de currículos como na forma de ensinar.Combinando pesquisas em psicologia, cognição, educação e neurociências, vem surgindo uma nova teoria do "ensinar" que preconiza uma prática muito diferente da que foi utilizada nos últimos séculos, baseada na exposição da teoria e na resolução de problemas [1].A sensação que temos muitos de nós, professores, de que os alunos aprendem pouco em aulas expositivas foi expressa por Feynman, no prefácio às suas Lectures: "... o melhor ensino exige uma relação direta entre o estudante e um bom professor -uma situação na qual o estudante discute ideias, pensa sobre as coisas, e fala sobre as coisas.É impossível aprender alguma coisa apenas sentado na sala de aula, ou mesmo resolvendo os problemas propostos" [2].Esse pensamento, oriundo da prática da sala de aula, ganhou dimensão científica com o desenvolvimento das ciências da mente e do cérebro, que tem levado, por sua vez, a uma nova ciência da educação.Nesse contexto, ao longos dos últimos 15 ou 20 anos anos, vêm surgindo uma série de iniciativas que podem ser abrigadas sob o guarda-chuva de "aprendizagem ativa".A proposta do "estudante em ação" tem sido objeto de vários editoriais da revista Science e de comentários de cientistas eminentes [3], apontando a necessidade de que os cientistas trabalhem conjuntamente com especialistas em ensino, o que já é adotado em diversos departamentos de universidades norte-americanas.No ensino de física, especificamente, essas iniciativas remontam a meados dos anos 80, com a publicação de estudos estatisticamente significativos [4, 5] que demonstravam dois problemas do "ensino tradicional": (i) alunos que obtêm bom desempenho na solução de problemas de livro-texto continuam a exibir sérias deficiências em aspectos conceituais dos mesmos conteúdos; (ii) a eficácia de aulas expositivas em suprir essas deficiências é universalmente baixa, independendo dos talentos do professor ou dos atrativos que sejam oferecidos aos alunos, como demonstrações em sala de aula, observação que se repete em uma vasta gama de escolas, com estudantes de qualificação pregressa bastante variada.A busca por enfrentar esses problemas está na raiz de experiências em aprendizagem ativa em física, tais como a "instrução pelos pares", desenvolvida por Eric Mazur em Harvard, e metodologias como o SCALE-UP (student-centered active learning environment with upside-down pedagogies), desenvolvida por Robert Beicher na Universidade Estadual da Carolina do Norte, e adotada em mais de 200 instituições dos 5 continentes, e sua variante TEAL (technology-enhanced active learning), adotada no MIT e em Yale.Em comum, essas experiências preconizam o foco no engajamento dos alunos, deslocando o professor da função de mero transmissor de informações para a função socrática de levar o estudante a construir seu conhecimento através da participação ativa, ao responsabilizar-se pelo estudo prévio e pelo trabalho, em sala de aula, com perguntas voltadas a uma interpretação conceitual de diferentes situações, e pela construção de respostas a problemas propostos, em lugar da "imitação" de técnicas de resolução de problemas.Na metodologia SCALE-UP, em particular, as aulas expositivas são substituídas por atividades projetadas para levar os estudantes a observar fenômenos físicos, refletir sobre eles e discutir com seus colegas e com o professor até que o conceito em foco seja efetivamente apreendido.As novas tecnologias vêm novamente em auxílio a essas experiências, pois permitem, através de dispositivos eletrônicos, que o
B. Henriques, V., C. Prado, C. P., & P. Vieira, A. (2014). Editorial convidado: aprendizagem ativa.Revista Brasileira de Ensino de Física. https://doi.org/10.1590/s1806-11172014000400001