Elaborado con IA a partir del resumen de los autores
Tesis que analiza las prácticas discursivas de psicólogas y psicólogos sobre su actuación en infecciones de transmisión sexual (ITS), VIH y sida en servicios especializados de Bahia, Brasil. Mediante nueve entrevistas semiestructuradas a profesionales de la red pública de salud realizadas entre mayo de 2017 y enero de 2018, se identificaron dificultades principalmente vinculadas a la apropiación de saberes del campo de la salud pública colectiva, trabajo en equipo y respuesta a políticas programáticas, más que a deficiencias en conocimientos psicológicos. Los hallazgos revelan que la práctica profesional tiende hacia una clínica psicológica ampliada que integra dimensiones sociales y biológicas, no solo subjetivas, en el cuidado. Aunque no existe una dicotomía clara entre posturas restrictivas y ampliadas, se observan repertorios lingüísticos que evidencian mayor sensibilidad contextual en algunos profesionales, configurando un proceso en construcción de ampliación de la clínica psicológica en salud pública.
Puntos clave
Los desafíos que enfrenta la actuación psicológica en servicios de ITS-VIH-sida se relacionan más con la integración de saberes de salud pública que con limitaciones del núcleo disciplinario de la psicología.
La clínica psicológica ampliada en salud pública integra dimensiones sociales y biológicas además de lo subjetivo, encontrando espacio variable de escucha e intervención según las características del profesional y su perspectiva teórica.
Los repertorios lingüísticos de los psicólogos revelan trajetories profesionales con mayor o menor sensibilidad a las demandas contextuales, sin que exista un único profesional que adopte posturas completamente restrictivas o completamente ampliadas.
Para quién: Útil para psicólogos, estudiantes de psicología y gestores de salud pública que deseen comprender las prácticas psicológicas en servicios de VIH-sida y la construcción de una clínica contextualizada en salud colectiva.
Resumen de los autores
Esta dissertação objetivou compreender as práticas discursivas de psicólogas/os sobre a atuação psicológica na abordagem às IST/HIV-aids em serviços especializados em uma cidade da Bahia. Para tanto, inspiradas teórico-metodologicamente na perspectiva da psicologia social construcionista, realizamos nove entrevistas semiestruturadas com profissionais ligadas/os a serviços da rede municipal e estadual de saúde pública, entre maio de 2017 e janeiro de 2018. As entrevistas foram audiogravadas, transcritas integralmente e analisadas por meio da análise categorial temática. As/os psicólogas/os destacaram dificuldades e desafios diversos na operacionalização das práticas psicológicas nos serviços de IST/HIV-aids. Essas incitações estão mais relacionadas à apropriação de saberes e fazeres do campo da saúde pública/coletiva do que aos conhecimentos e práticas do núcleo da psicologia. Relacionam-se, especificamente, às desafiações impostas à formação em psicologia para atender às necessidades das pessoas e às finalidades dos programas e políticas; às dificuldades do trabalho em equipe e das características dos serviços de saúde pública; ao cuidado e atenção à subjetividade em um contexto permeado por normativas e prescrições para efetivação da promoção da saúde e prevenção de doenças; por fim, ao contexto político atual, que impõe desafios específicos aos/às profissionais de saúde para efetivação das ações e objetivos do SUS. Em alguma medida, eles estão fomentando revisões e (re)invenções das práticas e as/os profissionais têm desenvolvido estratégias para contornálos. Dessa maneira, as instigações também têm forçado a ampliação da perspectiva de atuação profissional, sinalizando uma tendência à abertura na construção de uma clínica psicológica ampliada. Assim, elementos das dimensões social e biológica, e não apenas subjetiva, da clientela dos serviços de saúde têm encontrado espaço de escuta e intervenções psicológicas, em maior ou menor grau a depender das características das/os profissionais e da perspectiva teórica adotada. Apresentamos, portanto, uma discussão em torno da ampliação do objeto, objetivo e meios de intervenção da clínica psicológica nos serviços de IST/HIVaids. Concluímos que a ampliação da clínica psicológica no contexto da saúde pública/coletiva apresenta-se como um processo em construção, mesmo dentro da trajetória de cada profissional. Isso porque, um/a única/o profissional, em diferentes momentos, realiza ações e assume posturas que a/o aproxima ou distancia da proposta da clínica ampliada em saúde. Não existiram dicotomias em que um/a profissional assumiu apenas uma postura restrita e outra/o somente uma postura ampliada da clínica. Apesar disso, alguns repertórios linguísticos apontaram para trajetórias profissionais mais sensíveis às demandas e propostas do contexto de atuação e à construção de atuações mais afeitas/adequadas a essas necessidades. Dessa forma, a construção da clínica ampliada em psicologia se dá entre aproximações e recuos do que seria uma prática clínica mais contextualizada e comprometida com as características do campo de atuação.
Gomes, E. S. S. (2018).Práticas discursivas sobre atuação psicológica em HIV-aids: sentidos produzidos no cotidiano dos serviços públicos de saúde em uma cidade da Bahia. UFBA. http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27165