Elaborado con IA a partir del resumen de los autores
Tesis que investiga la relación entre el padrón transferencial y la alianza terapéutica en pacientes en psicoterapia psicoanalítica (Brasil, 2006). Tras una revisión histórica de la controversia teórica entre escuelas psicoanalíticas sobre la autonomía de la alianza respecto a la transferencia, el estudio realizó la adaptación transcultural del Relationship Patterns Questionnaire (RPQ) al portugués y evaluó a 63 pacientes y 27 terapeutas de un ambulatorio hospitalario mediante RPQ y The Revised Helping Alliance Questionnaire (HAq-II). Los resultados indicaron que algunas variables del padrón transferencial—como sumisión a los padres y ataque a los padres—se asociaron significativamente con la calidad de la alianza, lo que sugiere que la alianza puede ser manifestación de la transferencia y no una entidad completamente autónoma.
Puntos clave
La alianza terapéutica puede estar vinculada a fantasías inconscientes originadas en relaciones con figuras parentales primarias, manifestándose como transferencia.
Escores elevados en sumisión a la madre y al padre se correlacionaron con alianza terapéutica fuerte percibida por el paciente, mientras que escores altos en ataque parental asociaron con alianza débil.
Muchas variables del padrón transferencial no mostraron relación significativa con la alianza terapéutica, lo que podría reflejar limitaciones metodológicas del diseño o los instrumentos empleados.
La alianza terapéutica no siempre funciona como entidad autónoma libre de conflitos inconscientes, sino que frecuentemente incorpora patrones relacionales pasados dirigidos a figuras primarias.
Para quién: Estudiantes y psicoterapeutas psicoanalíticos que buscan comprender cómo los patrones transferenciales de los pacientes influyen en la construcción y calidad de la alianza terapéutica durante el tratamiento.
Resumen de los autores
Introdução: A discussão sobre a relação entre transferência e aliança terapêutica iniciou na primeira metade do século passado. Um de seus marcos foi a polêmica entre Anna Freud (1927) e Melanie Klein (1926). A primeira ressaltava o papel do ego, salientando a importância da aliança terapêutica. A segunda não considerava o conceito de aliança terapêutica. Acreditava que a relação pacienteterapeuta teria origem nas relações primitivas de objeto, na relação da criança com o seio. A controvérsia sobre a questão prosseguiu, sendo a Escola Psicologia do Ego a que mais defendia o papel da aliança como autônoma, não influenciada pelos impulsos inconscientes. Após o Congresso de Genebra, em 1955, o posicionamento de muitos autores foi se modificando. Até mesmo integrantes da Psicologia do Ego passaram a não distinguir completamente estes dois conceitos e, de maneira geral, a literatura mostra uma tendência neste sentido. Porém, este assunto ainda apresenta contradições e existem poucos estudos empíricos exploratórios publicados. Objetivo: Esta dissertação tem como objetivo geral investigar a relação entre padrão transferencial e aliança terapêutica através do uso dos instrumentos Relationship Patterns Questionnaire – RPQ (KURTH et al., 2002; KURTH et al., 2004) – e The Revised Helping Alliance questionnaire – HAq-II (LUBORSKY et al., 1996), respectivamente. Método: Primeiramente, procedeu-se a adaptação transcultural do RPQ para o Português do Brasil, que envolveu a obtenção de licença dos autores, tradução, retrotradução, obtenção da equivalência semântica, consenso com profissionais da área da Psiquiatria e Psicologia e interlocução com a população alvo. Numa segunda fase de trabalhos, procedeu-se à investigação empírica a partir de estudo transversal com 63 pacientes do ambulatório de Psicoterapia Psicanalítica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e seus 27 terapeutas. Foram aplicados, então, os instrumentos para avaliação da transferência e aliança terapêutica. A coleta dos dados foi feita com duração média de uma hora, individualmente, para cada paciente. Os terapeutas preencheram a versão correspondente do HAq-II. Resultados: Observou-se relação significativa entre algumas variáveis do padrão transferencial e a qualidade da aliança terapêutica, como escores mais altos na variável submissão à mãe e ao pai e aliança terapêutica forte percebida pelo paciente; escores mais altos na escala de ataque à mãe e ao pai e aliança terapêutica fraca percebida pelo paciente. Muitas variáveis do RPQ não apresentaram relação significativa com a qualidade da aliança terapêutica. Discussão: Os achados sugeriram que, muitas vezes, a aliança terapêutica pode estar relacionada com estereótipos de conduta dirigidos, no passado, às figuras primárias, o que a colocaria como manifestação da transferência. Outras variáveis de transferência não se mostraram relacionadas com a aliança, o que pode ser um fato ou reflexo de limitação metodológica, como número de sujeitos insuficiente ou limitações nos instrumentos usados neste estudo. Conclusão: A aliança terapêutica nem sempre se apresenta como entidade autônoma, livre de conflitos. É importante que a mesma seja entendida e não somente julgada como a parte estável e positiva da relação. Isto pode ser verdade em muitos casos, mas, em outros, a aliança terapêutica pode estar vinculada a fantasias inconscientes que desencadeiam o processo da transferência.
Ferreira, E. B. (2006).Um estudo da relação entre o padrão transferencial e a aliança terapêutica de pacientes em psicoterapia psicanalítica. UFRGS. http://hdl.handle.net/10183/7597