Elaborado con IA a partir del resumen de los autores
Artículo empírico sobre el perfil sociodemográfico de mujeres que sufrieron violencia de género en el Río de Janeiro, Brasil, entre 2003 y 2005. La investigación, de enfoque epidemiológico y método cuantitativo, analiza registros de ocurrencia en las Delegacias Especializadas de Atendimiento a la Mujer (DEAMs), con una muestra de 21.699 mujeres. Los resultados muestran que la mayoría de las víctimas tiene entre 15 y 44 años, es de etnia blanca, soltera y con profesión. Los agresores son principalmente maridos, amantes, novios, parientes, amigos o vecinos. La residencia es el lugar más frecuente de la violencia. El estudio fundamenta en conceptos de género para comprender la violencia contra la mujer como fenómeno social y cultural, estableciendo bases para el trabajo de enfermería.
Puntos clave
La violencia de género afecta principalmente a mujeres entre 15 y 44 años, con mayor índice de denuncia entre mujeres blancas, solteras y con independencia financiera.
La mayoría de los agresores (92,51%) son personas con relación conocida con la víctima: maridos, amantes, novios, parientes, amigos o vecinos.
La residencia es el espacio donde ocurre la mayoría de los actos violentos (71,4%), configurando la violencia de género como un problema fundamentalmente doméstico.
El enfoque de género permite comprender la violencia contra la mujer no como problema biológico sino como construcción social relacionada con la subalternidad femenina frente al hombre.
Para quién: Sirve a estudiantes, docentes y profesionales de enfermería y salud que requieren datos epidemiológicos sobre violencia de género para fundamentar la atención integral a mujeres víctimas en contextos latinoamericanos.
Resumen de los autores
INTRODUÇÃO: A violência de gênero ocorre em vários países e atinge uma parcela significativa da população feminina. Essa problemática apresenta um caráter endêmico e pode ocorrer de diferentes formas, em vários espaços da sociedade, independente de classe social, etnia, idade, cultura, ou do grau de desenvolvimento do país. Essa forma de violência está entre as principais causas de morte da população economicamente ativa, o que corresponde à fase reprodutiva da mulher. O referencial de gênero possibilita uma compreensão aprofundada do fenômeno da violência contra a mulher, considerando que as relações entre homens e mulheres não são apenas baseadas na biologia, sendo os gêneros masculino e feminino construídos socialmente e variando conforme a cultura na qual estão inseridos. Existe ainda uma situação de subalternidade da mulher em relação ao homem, o que configura e agrava a violência contra a mesma. As mulheres se tornam mais vulneráveis ao abuso físico e emocional masculino devido à posição cultural e social que o homem ocupa. A violência de gênero é conhecida também como violência doméstica e sexual, e incluem o assédio moral e sexual. No campo teórico ainda existe uma enorme dificuldade em dimensionar o perfil do fenômeno da violência de gênero em mulheres, apesar de existirem estudos epidemiológicos. Isso ocorre porque é difícil a obtenção de dados concretos a partir dos sujeitos envolvidos na questão em pauta. O objeto de estudo é o perfil sócio-demográfico de mulheres que vivenciaram violência de gênero no município do Rio de Janeiro – recorte de 2003 a 2005. OBJETIVOS: · Caracterizar a demanda assistida nas DEAMs do Rio de Janeiro;· Analisar o perfil sócio-demográfico de mulheres em situação de violência de gênero à luz da discussão temática. METODOLOGIA: Pesquisa quantitativa, abordagem epidemiológica, com recorte dos registros de ocorrência em mulheres em situação de violência de gênero, entre os anos de 2003-2005. Buscamos, nessa trajetória científica, conhecer as diversas situações e relações que ocorrem na vida social, econômica e do comportamento humano. O método analítico conduziu à caracterização das variáveis da demanda atendida nas Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (DEAMs), e a integração do individual com o social. Descrevemos as principais características dessas mulheres em situações de violência, analisamos à sua relevância social para o benefício da clientela. A população do estudo são mulheres atendidas nas DEAMs no período 2003 a 2005. A pesquisa desenvolveu-se por meio das bases de dados do programa de informatização cedido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do Estado do Rio de Janeiro. Devido à natureza deste estudo e seus objetivos, utilizamos um instrumento conforme os dados representativos das Bases de Dados das DEAMs. Estes dados foram organizados e distribuídos em tabelas e gráficos. RESULTADOS: Os dados foram analisados produzindo uma relação significativa, e esclarecendo alguns pontos sobre a temática da violência de gênero. Os dados foram organizados e distribuídos em tabelas e gráficos. No momento, analisamos as informações referentes aos anos de 2003 a 2005, através de uma discussão numa abordagem epidemiológica e sustentados nos conceitos dos documentos do Ministério da Saúde, pertinente na área temática da pesquisa, com a finalidade de produzir discussões que se aproximem da realidade. Devido à natureza desse estudo e seus objetivos, utilizamos um instrumento conforme os dados representativos das Bases de Dados das DEAMs. Para tal, consultamos os registros de Boletins de Ocorrência das DEAMs cedidos pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado do Rio de Janeiro. Os dados obtidos até o momento nos possibilitaram uma análise parcial do perfil sócio-demográfico da clientela assistida entre os anos de 2003 a 2005. Ampliando os objetivos desse trabalho, estenderemos a análise para mais três anos (2006 a 2008), uma vez que julgamos importante a obtenção desses resultados e análise para apresentação no Instituto de Segurança Pública (ISP), o que entendemos poder contribuir com essa pesquisa. A amostra investigada durante os três primeiros anos descritos (2003 a 2005) foi constituída de 21.699 mulheres. Considerando a violência de gênero e suas especificidades, os resultados nos mostram que a grande maioria das mulheres, 17.580 (81%), está na faixa etária entre 15 e 44 anos e conferem o maior índice de registro, assim como as maiores vítimas da violência de gênero, quer nos aspectos físicos e psicológicos. Especula-se que isso se dá principalmente, pelo fato dessas mulheres terem uma vida social mais ativa, o que lhes confere certa vulnerabilidade para determinados atos violentos praticados por pessoas conhecidas ou não. Observamos dentre os registros, que há uma predominância de 11.931 (55%) mulheres de etnia branca, as quais são reconhecidas por denunciarem mais a agressão, não implicando, necessariamente, que elas sejam as mais vitimadas, tendo em vista a sub-notificação dos outros grupos étnicos. Em relação ao estado civil, 11.090 (51,1%) são solteiras. A maioria das mulheres vítimas de violência, 15.157 (70%), tem profissão ou recebe remuneração. Esses dados nos conduzem à idéia de que a independência financeira e a ausência de vínculo matrimonial são fatores predisponentes para o registro da violência sofrida. Dentre os registros, constatamos que a maioria dos agressores das mulheres em situação de violência de gênero, 20.075 (92,51%), são os maridos, amantes, namorados, parentes, amigos ou vizinhos. As mulheres e as crianças são as principais vítimas da violência sofrida no espaço doméstico, praticada, sobretudo, por maridos, companheiros, pais e padrastos. Ao investigar a frequência do local de ocorrência do delito nas mulheres em situação de violência, verificamos que a residência é o principal lugar descrito por 15.490 (71,4%) mulheres vítimas. A violência de gênero ocorre também em vias públicas apresentando um meno
Menezes, J. P. (2010). PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO DE MULHERES QUE SOFRERAM COM A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO RIO DE JANEIRO: SUBSÍDIOS PARA A ENFERMAGEM. https://seer.unirio.br/cuidadofundamental/article/view/963