Elaborado con IA a partir del resumen de los autores
Tesis que evalúa la asociación entre red y apoyo social con la salud bucal en adolescentes de 12 a 14 años en Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil, en 2012. Se realizó un estudio transversal en 542 adolescentes de 18 escuelas públicas urbanas, mediante cuestionarios de apoyo social, impacto de la salud bucal en la calidad de vida (OIDP-Infantil) y exámenes clínicos de caries (CPOD) y trauma dental. Los adolescentes con mayor apoyo social presentaron 20 % menor probabilidad de tener dientes cariados y 28 % menor de tener caries, mientras que quienes poseían red social de parientes mostraron menor riesgo de caries. El apoyo social también se asoció con 19 % menos probabilidad de trauma dental. Los hallazgos sugieren que los determinantes sociales individuales deben considerarse en estrategias de promoción de la salud bucal en adolescentes.
Puntos clave
El apoyo social mayor se asoció con 20 % menos riesgo de dientes cariados y 28 % menos riesgo de presentar caries en adolescentes.
Los adolescentes con red social de parientes tuvieron menor probabilidad de tener caries dental comparado con quienes carecen de esta red.
La prevalencia de trauma dental fue 11,4 %, inferior a la del Brasil (20,5 %) y la de la región Centro-Oeste (24,5 %).
Para quién: Estudiantes, investigadores y profesionales de psicología y salud bucal interesados en entender cómo los determinantes sociales e interpersonales influyen en la salud dental de adolescentes latinoamericanos.
Resumen de los autores
Os objetivos deste estudo foram descrever medidas clínicas e subjetivas bucais e avaliar a associação entre rede e apoio social com trauma dental e cárie dentária em adolescentes. Inicialmente um estudo de confiabilidade e de calibração clínica foi realizado com 20 adolescentes entre 12 e 14 anos de idade em uma das escolas não sorteadas para testar a consistência e a confiabilidade dos questionários OIDP-Infantil, escala de apoio social e dor dental além da consistência do examinador para as medidas clínicas de cárie e de trauma dental. O Coeficiente de Correlação Intra-classe foi de 0,981 para os questionários e 0,979 para as medidas clínicas, e a consistência interna dos questionários (alpha de cronbach) variou de 0,636 a 0,881. A pesquisa principal foi um estudo seccional conduzido em 542 alunos entre 12 e 14 anos de idade selecionados em 18 escolas públicas da zona urbana de Dourados, MS, em 2012. A amostragem foi por conglomerados em dois estágios. Primeiro foram sorteadas as escolas com peso proporcional ao número de alunos e depois as turmas. Todos os alunos das turmas selecionadas foram convidados para a pesquisa. Foi enviado ao responsável dos adolescentes um formulário com perguntas sobre dados demográficos (sexo, idade, raça/cor da pele) e socioeconômicos (escolaridade, renda familiar e condições de moradia). Os adolescentes foram entrevistados para a coleta de dados demográficos, comportamentos relacionados à saúde, rede e apoio social, dor dental, impacto da saúde bucal na qualidade de vida (OIDP-Infantil), auto-avaliação da saúde bucal, percepção de necessidade de tratamento dentário e uso de serviços odontológicos. Posteriormente eles foram submetidos a exames clínicos odontológicos para avaliação da cárie (CPOD) e trauma dentário. A análise descritiva incluiu medidas de frequência relativa para variáveis categóricas e média e desvio-padrão para variáveis contínuas. Foi estimado ainda a prevalência dos agravos bucais. As correlações do escore de apoio social e subescalas com o número de dentes atacados por cárie e número de dentes cariados foram testadas através do Coeficiente de Correlação de Spearman. A associação entre rede e apoio social com cárie, experiência de cárie e trauma dentário foi testada através de regressão logística multivariada. O nível de significância foi de 5% (P<0,05). A prevalência de pelo menos um impacto da condição bucal na qualidade de vida (OIDP-Infantil ≥ 1) foi de 39,9% e de dor dental nos últimos seis meses foi de 25,1%. A prevalência de trauma dentário foi de 11,4% enquanto de pelo menos um dente atacado por cárie (CPOD) e pelo menos um dente cariado foram de 55,2% e 32,1%. A média do CPOD foi de 2,2. Nos modelos observou-se que os adolescentes com rede social de parentes (OR=0,87; IC95%=0,78-0,96) e com mais apoio social (OR=0,80; IC95%=0,60-0,93) tiveram uma chance menor de ter pelo menos um dente cariado. A chance de ter pelo menos um dente atacado por cárie foi 28% menor entre aqueles com mais apoio social (OR=0,72; IC95%=0,62-0,85). Além disso, adolescentes com mais apoio social tiveram uma chance 19% menor de ter pelo menos um dente com trauma dentário (OR=0,81;IC95%=0,67-0,96). As associações encontradas entre rede e apoio social com cárie, e entre apoio social com a experiência de cárie e trauma dentário sugerem que determinantes sociais individuais devem ser considerados nas estratégias de promoção da saúde bucal. A prevalência de trauma dental neste estudo (11,4%) foi inferior à do Brasil (20,5%) e à da região Centro-Oeste (24,5%). Porém, a média do CPOD (2,20) foi superior à do Brasil (2,07) e inferior à da região Centro-Oeste (3,26).